O gol de falta nostálgico de Angel Di María pelo Rosario nos tocou bem no fundo do coração.

Angel Di Maria pode ter fracassado no Manchester United, mas seus esforços em ambos os lados desse deslize, com times como Real Madrid e PSG, ficarão mais tempo na memória – sem mencionar a impressão que causou em quase 150 jogos pela Argentina.
Nestes dias, Di Maria está de volta onde tudo começou, no seu time de origem, o Rosario Central. E mesmo aos 38 anos, ele acabou de ajudá-los a conquistar um troféu nunca antes visto em sua vitrine.
Alguns jogadores simplesmente nunca perdem isso.
O Rosario enfrentou o Estudiantes no sábado na Supercopa Internacional. É um pouco como a Community Shield, mas um pouco mais complicado. Permita-nos explicar…
As duas equipes que se enfrentam na Supercopa Internacional são as vencedoras do Troféu de Campeones e a equipe no topo da tabela agregada da Liga Profissional de Futebol.
Se você está se perguntando por que a necessidade de dizer tabela 'agregada', bem, a primeira divisão argentina é dividida em dois torneios separados: o Torneo Apertura e o Torneo Clausura.
Os vencedores do Apertura e do Clausura – o segundo torneio terminando com um sistema eliminatório desde as oitavas de final até a final – se enfrentam pelo Troféu de Campeões.
Foi o Estudiantes que venceu essa final, garantindo seu lugar na Supercopa Internacional junto com o Rosario, que obteve o maior número de pontos agregados nas duas etapas do campeonato.
Certo, agora que isso está esclarecido, vamos ao que interessa. O Rosario ficou atrás no primeiro minuto, mas admire como o Di Maria empatou no meio do primeiro tempo.
Você teria adivinhado por aquele ângulo que Di Maria tentaria colocar a bola no canto superior esquerdo, contornando a barreira para onde o goleiro havia deixado o espaço.
Não. Ele bateu na bola com força suficiente para passar por cima da parede e voar para o canto superior do lado que o goleiro – aliás, Fernando Muslera, o cara que saiu no intervalo após seu erro pela Uruguai contra a Espanha na Copa do Mundo – estava cobrindo.
Mas vamos dar um desconto ao Muslera aqui. Ele já passou por bastante este ano. Isso foi tudo sobre a ferocidade do chute de Di María.
Bem digno do clássico ‘goooooooooooooooooooooolazo‘ argentino do comentarista.
Olha só aquele último ângulo por trás. A curva. Oh, nossa.
Di Maria não parou por aí. Ele marcou o segundo gol, desta vez de pênalti, já nos acréscimos do primeiro tempo. Então, bem no final do jogo, Julian Fernandez fez o 3-1.
Foi isso, dando a coroa a Rosario e o 36º troféu da carreira a Di Maria. Nada mal, hein?