Carrick dá a dica mais clara sobre seus planos para Andrey Santos, enquanto o Man United tenta evitar uma repetição do Chelsea

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Para a maioria dos que assistiram aos amistosos de pré-temporada do Manchester United, uma coisa ficou clara: em Andrey Santos, o clube havia contratado um meio-campista excepcionalmente talentoso.
O brasileiro provou ser um sucesso imediato. Ele trouxe compostura e segurança ao meio-campo, pedia constantemente a bola, recuava para recebê-la e demonstrava uma impressionante variedade de passes.
Muitos adeptos do United também notaram o excelente entendimento que ele rapidamente desenvolveu com Mason Mount. Juntos, formaram uma parceria dinâmica e eficaz no meio-campo.
Ambos tendo perdido o Mundial e com grande destaque ao longo da pré-temporada, um meio-campo Mount-Santos parecia a escolha natural para Michael Carrick no início da campanha, enquanto ele gradualmente integrava Kobbie Mainoo e Youri Tielemans na equipa. No entanto, Mount sofreu uma lesão que inviabilizou esses planos.
Carrick então tentou a dupla Santos-Tielemans, mas nunca funcionou de verdade, nem contra o AC Milan nem contra o Hull City. Quando chegou a hora de decidir quem deixar de fora entre Tielemans e Santos para abrir espaço para Mainoo, Santos pagou o preço, apesar de ter tido um desempenho melhor do que o belga contra o Hull City.
O meio-campo Mainoo-Tielemans desde então se mostrou um grande sucesso. Com a dupla no centro do campo, o motor do United não é mais uma preocupação, mas se tornou uma força.
E com essa parceria agora preferida, Santos pode sentir uma onda de déjà vu, lembrando das dificuldades em campo que enfrentou atrás de Enzo Fernández e Moisés Caicedo no Chelsea. No entanto, antes que os fiéis de Stamford Bridge se apressem em lembrar à estrela do samba que ele saiu apenas para cair numa situação idêntica, Carrick já deu pistas sobre seus planos para Santos.
A dica de Carrick sobre os planos para o meio-campo e como Andrey Santos se encaixa
Após a vitória convincente do United na Champions League sobre o Sabah Baku, o treinador do Man United admitiu via BBC:
É bom ter o Mason [Mount] e o Andrey [Santos] de volta. Há boas ligações, e temos jogado um bom futebol pelo meio do campo.
Essas admissões revelaram-se reveladoras dos planos do meio-campo do United, e aqui está o porquê:
Alguns adeptos do United devem ter ficado preocupados ao ver o onze inicial para o confronto com o Sabah Baku, receando que Santos, que esteve no banco nos dois jogos anteriores, continuasse a ser ignorado. Este era um jogo em que ele merecia uma oportunidade para provar o seu valor, tal como Ayden Heaven fez.
Felizmente, aos 65 minutos, depois de Mount ter entrado para o lugar de Tielemans no intervalo e Santos ter substituído Mainoo aos 64 minutos, Carrick tinha regressado ao eixo do meio-campo, Santos-Mount, que tão bem lhe serviu na pré-temporada.
Fundamentalmente, a dupla não dececionou. Redescobriram a química instantaneamente, o que explica a admissão de Carrick de que o nível do United não caiu apesar das mudanças.
Duas fortes parcerias de meio-campo
Tudo isto sugere que Carrick agora acredita ter duas parcerias distintas no meio-campo à sua disposição.
Dependendo do calendário de jogos, ele pode contar com qualquer uma das unidades e confiar que ela dará conta do recado, garantindo ao mesmo tempo que todos os jogadores tenham tempo de jogo suficiente. Como resultado, Santos ainda deve ter o tempo de jogo adequado que tanto lhe faltou em Stamford Bridge.
Claro, o eventual retorno de Carlos Baleba de lesão provavelmente reformulará ainda mais essas parcerias. Ainda assim, o que está claro por enquanto é que Carrick já identificou duplas confiáveis, mesmo que novas possam surgir mais adiante.