Carrick tem de tomar esta decisão corajosa depois da exibição de Lisandro Martínez contra o Milan
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Se há uma lição importante a tirar desta pré-temporada, é que Ayden Heaven merece começar à frente de Lisandro Martinez.
Sob o comando de Michael Carrick, Heaven teve participação limitada na última temporada, somando apenas três jogos como titular em 18 partidas. Alguns acharam isso surpreendente, especialmente considerando o desempenho brilhante do jovem defensor, que impressionou o suficiente para conquistar o prêmio de jogador do mês do clube em dezembro de 2025.
Não obstante, a decisão de deixá-lo no banco mostrou-se plenamente justificada, pois Martínez assumiu a responsabilidade e correspondeu.
Martinez é um defensor brilhante com a bola. O que ele faz com a bola o torna uma mais-valia, e em certos jogos a sua capacidade de a transportar para a frente e fazer passes que quebram a defesa transforma-o numa verdadeira arma.
Mesmo assim, por toda a sua qualidade com a bola, o finalista da Copa do Mundo tem algumas fraquezas evidentes que o Milan explorou impiedosamente. Enquanto Licha se destaca na posse de bola, ele continua sendo uma preocupação real sem ela.
As dificuldades de Martinez sem a bola
A mobilidade limitada e as dificuldades para defender pelos lados destacam-se como problemas claros. Ruben Loftus-Cheek expôs isso quando pegou Martinez desprevenido no quarto gol do Milan naquela derrota por 4-2 na Polônia.
A vulnerabilidade de Licha quando forçado a girar ou cobrir espaço durante transições abertas é um problema, e dada a intensidade da Premier League, os adversários vão procurar explorá-la, assim como Amorim deve ter instruído seus jogadores a fazerem.
Além disso, escolher Martínez enquanto se depende de Youri Tielemans, Andrey Santos e Kobbie Mainoo no meio-campo deixa o United carente de dominância física bruta. Quando dois desses três formam o eixo de meio-campo, os zagueiros centrais precisam compensar com atleticismo e dominância aérea.
O céu é a melhor opção
Martinez tem dificuldades especificamente nessas duas áreas: atleticismo e domínio aéreo. Heaven, em contraste, não tem.
O United, número 26, é notavelmente dominante no ar, registrando frequentemente 100 por cento de sucesso nos duelos aéreos, como fez contra o Milan. Ele também é rápido; seu impressionante ritmo está entre seus atributos de destaque e permite que ele prospere em sistemas defensivos de linha alta, recuperando-se regularmente contra atacantes velozes.
Essas qualidades, combinadas com sua resistência à pressão e habilidade de construção de jogo de trás, onde ele frequentemente atua como um passador progressivo que quebra as linhas adversárias a partir do fundo, fazem com que, em um bom dia, Heaven seja a opção superior a Martinez.
A contratação do inverno de 2025 oferece tudo o que Martinez faz, exceto experiência, e isso não deve importar muito quando ele atuar ao lado de companheiros de equipe mais experientes.
Martinez continua a ser um bom defesa, mas não pode ser o central titular do United nas circunstâncias atuais. Por agora, Heaven, que parece motivado para a nova época depois de uma excelente pré-temporada, precisa de receber confiança num papel-chave, com o sul-americano a ser seu suplente.
Essa mudança poderia ajudar o meio-campo a funcionar melhor e impedir que a defesa central do United ficasse exposta.
Dito isso, se o United contratar um meio-campista de cobertura de campo que também seja dominante no jogo aéreo antes do dia final da janela, Carrick teria algum motivo para escalar Martínez no lugar de Heaven.