Elenco avaliado em 550 milhões de euros, mas este país precisa de um milagre na Copa do Mundo
A Suécia realmente já deveria ter um pé na porta para a qualificação da Copa do Mundo de 2026. Alexander Isak, Viktor Gyökeres, Dejan Kulusevski, Anthony Elanga, além de jovens altamente talentosos da Bundesliga como Hugo Larsson e Daniel Svensson – este elenco soa como pura classe mundial!
E, no entanto, os "Tre Kronor" estão no fundo do seu grupo de qualificação, sem uma única vitória e com apenas um mísero ponto. Em vez de expectativa pela Copa do Mundo, há um nível de alerta amarelo-azul.
Como diabos uma equipe com um valor de mercado acima de 550 milhões de euros pode ser uma decepção tão grande? A resposta é complexa, mas acima de tudo: bem pouco sueco.
Porque, em vez do equilíbrio e da compostura típicos dos escandinavos, o futebol sueco tem mostrado recentemente muita ingenuidade e um claro afastamento do seu próprio estilo de jogo.
Os números falam por si: em quatro partidas de qualificação até agora, eles conseguiram apenas dois míseros gols. E isso com um ataque cujos jogadores brilham em seus times de clubes semana após semana. Mas na seleção nacional? Mais parecem café frio no restaurante do Ikea.
Sob o comando do ex-técnico Jon Dahl Tomasson, o primeiro treinador estrangeiro na história da Suécia, eles sofreram três derrotas consecutivas. Perderam duas vezes para o Kosovo e uma vez para a Suíça. Nem Isak nem Gyökeres marcaram. A dupla de superestrelas, que juntos foram transferidos por mais de 200 milhões de euros neste verão, de repente pareceram tão inofensivos quanto o jovem Michel de Lönneberga.
O repórter sueco Daniel Kristoffersson resumiu de forma sucinta em uma conversa com a 'BBC Sport': “Esta é uma das melhores equipes suecas, mas os resultados estão entre os piores.”

📸 BJORN LARSSON ROSVALL
Tomasson realmente queria modernizar a Suécia. Nada mais do clássico e robusto 4-4-2 dos anos Mellberg, mas sim mais poder ofensivo, mais coragem, mais domínio. O que soa excelente em teoria falhou na execução prática.
As lacunas no meio-campo eram enormes, a defesa tão aberta quanto um pai de família depois de seis horas de compras na Ikea. Os adversários que eles deveriam ter dominado criaram chance atrás de chance.
O ex-jogador nacional Pontus Kåmark descreve assim: “Todos jogavam por si, os espaços no meio-campo eram grandes demais, a defesa ficava exposta. Foi mais do que apenas um problema de jogador.”
E Jonas Olsson, também ex-jogador da seleção, ecoou o sentimento em uma conversa com a 'Sky Sports': “Eles queriam jogar de forma mais ofensiva, mas estavam muito abertos e ingênuos demais. O plano estava certo, mas o momento foi completamente errado.”
O resultado foi uma abordagem taticamente excessivamente ambiciosa que acabou não ajudando ninguém. As estrelas do ataque ficaram à deriva, a defesa estava pegando fogo.
O facto de Gyökeres (atualmente fora devido a lesão) e Isak dificilmente trabalharem juntos tem sido há muito um tópico na Suécia. O problema: Sob Tomasson, a Suécia jogava num sistema 3-4-2-1 com Isak como um avançado recuado, muitas vezes longe da baliza adversária. Gyökeres quase não recebia a bola, enquanto a contratação do Liverpool desperdiçava os seus instintos goleadores no vazio.
"A química entre eles simplesmente não existia. E eles estavam muito raramente atentos", reclama Olsson.

📸 Michael Campanella - 2025 Getty Images
No dia 20 de outubro, foi feita a mudança: Tomasson fora, Graham Potter dentro. O inglês tem uma reputação quase mítica na Suécia, por ter conduzido o Östersunds FK da quarta divisão até a Allsvenskan. Ele também venceu, de forma sensacional, a copa nacional.
Kåmark está positivamente entusiasmado com a nomeação de Potter. "Potter é praticamente meio sueco. Ele entende a nossa cultura, é humilde, claro, estruturado e um excelente treinador coletivo", diz o homem de 56 anos.
A vantagem é clara: Enquanto Tomasson queria sobrecarregar a Suécia, Potter provavelmente abordará sua nova tarefa com o pragmatismo necessário.
Alguns fãs até o veem como uma espécie de figura salvadora. Olsson coloca desta forma: “Ele é um dos nossos. Um técnico facilmente acessível que pode trazer equilíbrio. Mas ele precisa entregar resultados imediatamente.”
Mas é exatamente aí que reside o problema. A qualificação direta para a Copa do Mundo já está fora de questão, então só resta a árdua rota dos playoffs. E mesmo para isso é necessário um pequeno milagre do futebol.
A Suécia teria de vencer tanto a Suíça como a Eslovénia nos próximos dias, enquanto o Kosovo não poderia somar um único ponto. Isso quase parece uma tarefa saída dos mundos mágicos de Astrid Lindgren.
Ainda há esperança, no entanto: Graças a um bom desempenho na última rodada da Liga das Nações, a equipe tem um segundo fio de salvação: Por meio dessa classificação, a Suécia pode se infiltrar nos playoffs como uma das quatro melhores equipes ainda não classificadas por outros meios. A partir daí, seriam "apenas" três jogos até a Copa do Mundo.
Pontus Kåmark chama adequadamente este acesso de "nosso bilhete da sorte", e é exatamente assim que parece. Se Graham Potter vencer todas essas três partidas potencialmente próximas, então, como Kåmark diz secamente, "ele será um deus."

📸 PONTUS LUNDAHL
A Suécia tem os jogadores. Tem a qualidade individual. Provavelmente até tem o treinador que pode unir tudo. O que tem faltado até agora é estrutura, equilíbrio e um plano adequado a este plantel.
Agora, a seleção nacional encontra-se numa encruzilhada: Se falharem novamente, a suposta geração de ouro de Isak, Gyökeres e Kulusevski arrisca perder a sua melhor oportunidade de Mundial. Já em três dos últimos quatro torneios, os escandinavos tiveram de assistir a partir dos seus sofás Jättebo em casa.
Para evitar que tal cenário se repita no próximo ano, é preciso um pequeno milagre do futebol. Quem sabe: talvez um pouco da magia de Potter faça o truque.
Este artigo foi traduzido para o inglês por Inteligência Artificial. Você pode ler a versão original em 🇩🇪 aqui.
📸 PONTUS LUNDAHL