Quatro duplas de meio-campo que Mourinho pode usar no Real Madrid
A chegada de José Mourinho ao Real Madrid é esperada para trazer uma estrutura sólida a um meio-campo que tem lutado para encontrar o equilíbrio certo nas últimas temporadas.
O treinador português tradicionalmente preferiu um sistema 4-2-3-1, e seu trabalho inicial com a equipe já apontou para uma formação semelhante.
Nessa estrutura, Jude Bellingham está definido para atuar como meio-campista ofensivo, jogando atrás do centroavante e à frente de um duplo pivô no meio-campo.
Isso deixa Mourinho com uma decisão tática importante: quais dois jogadores devem formar o duplo pivô?
Com Bernardo Silva, Aurélien Tchouaméni, Federico Valverde e Eduardo Camavinga entre as principais opções, Mourinho tem várias combinações a considerar, já que cada dupla daria ao Real Madrid um meio-campo muito diferente.
Nessa nota, aqui estão quatro opções para Mourinho considerar.
Bernardo Silva – Tchouameni: Controle e segurança
Bernardo Silva pode fazer dupla com Aurélien Tchouaméni no meio-campo. (Foto de David Balogh/Getty Images)
A parceria entre Bernardo Silva e Aurélien Tchouaméni poderia ser a opção mais equilibrada se Mourinho quiser um meio-campista para controlar a posse de bola e outro para oferecer proteção defensiva.
Tchouameni atuaria como o jogador mais recuado, protegendo os zagueiros centrais e oferecendo presença física quando o Real Madrid perdesse a bola, já que sua capacidade de cobrir espaço daria a Bernardo Silva maior liberdade para ditar o jogo.
De facto, o antigo jogador do Manchester City não é um médio-defensivo tradicional, mas a sua inteligência poderia ajudar o Real Madrid a progredir com a bola pelas zonas centrais.
Ele podia recuar mais durante a construção de jogo, receber a posse de bola e conectar a defesa com Bellingham e a linha de ataque.
Essa combinação pode funcionar particularmente bem contra equipes que se posicionam de forma recuada.
Relatos recentes em torno de Tchouameni também sugerem que Mourinho continua a vê-lo como uma parte importante do plantel, apesar da tensão relatada no balneário envolvendo Valverde no final da última temporada.
Mourinho deixou claro que o profissionalismo deve vir antes de questões pessoais, e isso poderia permitir que Tchouaméni se concentrasse em se tornar a referência defensiva no meio-campo de Mourinho.
A preocupação aqui, no entanto, seria a intensidade física. O ritmo de trabalho de Bernardo é excelente, mas um meio-campo com ele e Tchouameni poderia ficar vulnerável durante transições rápidas.
Bernardo Silva – Valverde: A energia encontra a criatividade
Valverde traria energia enquanto Bernardo estabeleceria equilíbrio. (Foto de Christian Bruna/Getty Images)
A parceria Bernardo-Valverde daria a Mourinho um meio-campo mais agressivo e móvel.
Valverde tem o ritmo, a resistência e a disciplina defensiva para cobrir grandes áreas, permitindo que Bernardo passe mais tempo a influenciar a posse de bola.
O uruguaio podia pressionar alto, apoiar os ataques e recuperar rapidamente a sua posição quando o Real Madrid perdia a bola.
Esta pode ser a opção preferida de Mourinho em jogos onde o Real Madrid espera dominar a posse de bola.
O médio português traria calma e criatividade em zonas mais recuadas, enquanto Valverde acrescentaria corridas verticais.
Simplesmente, seus perfis contrastantes poderiam se complementar.
O papel de Valverde está se tornando mais significativo após sua ascensão como capitão principal do Real Madrid.
Taticamente, no entanto, essa dupla tem um risco, pois nenhum dos dois jogadores é um volante natural.
Portanto, contra adversários de alto nível, o espaço atrás de Bellingham pode ficar exposto, especialmente se Valverde avançar.
Tchouameni – Valverde: A parceria dos grandes jogos
A parceria Tchouameni-Valverde seria perfeita para o Real Madrid. (Foto por Florencia Tan Jun/Getty Images)
Em teoria, esta poderia ser a dupla de volantes mais segura de Mourinho, já que Tchouaméni oferece disciplina posicional e proteção defensiva, enquanto Valverde proporciona energia, pressão e capacidade de condução de bola.
A combinação daria ao Real Madrid a força física necessária para competir contra os meio-campos mais fortes da Europa.
Tchouameni poderia permanecer próximo da defesa, permitindo que Valverde avançasse mais e apoiasse Bellingham. Sem a bola, ambos os jogadores têm capacidade atlética para cobrir grandes espaços.
Essa combinação também daria a Mourinho mais liberdade para escalar um quarteto ofensivo no ataque.
Com Bellingham atuando como o camisa 10, o Real Madrid teria uma base sólida atrás dele, ao mesmo tempo que permitiria aos jogadores de ataque focarem na criação de oportunidades.
A questão principal aqui será a química entre eles.
Após o desentendimento na temporada passada, Mourinho teria conversado com ambos os jogadores e exigido profissionalismo.
Se conseguirem deixar essas questões para trás, essa parceria poderá se tornar a espinha dorsal da equipe.
Tchouameni – Camavinga: a opção mais defensiva de Mourinho
Camavinga merece uma segunda chance sob o comando de Mourinho. (Foto de David Balogh/Getty Images)
A parceria Tchouaméni-Camavinga ofereceria a Mourinho uma enorme capacidade física e cobertura defensiva.
A energia de Camavinga poderia permitir que ele pressionasse mais alto e levasse a bola para frente, enquanto Tchouameni permanece em uma posição mais recuada.
Relatórios recentes sugerem que o Real Madrid ainda acredita que Camavinga tem um teto extremamente alto, apesar de suas dificuldades recentes.
O clube sente que Mourinho poderia ajudá-lo a voltar ao seu melhor nível e potencialmente se desenvolver em um meio-campista comparável a jogadores avaliados em mais de 100 milhões de euros.
Portanto, essa combinação pode ser particularmente eficaz em partidas em que o Real Madrid precise absorver pressão.
No entanto, o maior problema seria a progressão e a criatividade.
Com Bellingham a jogar como médio-ofensivo, o Real Madrid precisaria que os seus extremos ou laterais fornecessem grande parte da ligação criativa entre o meio-campo e o ataque.