Do queridinho de Donald Trump na Copa do Mundo ao exílio europeu: A queda dramática de Folarin Balogun
Depois que sua transferência para o Everton não se concretizou, ele foi removido da Conference League.


Everton e Monaco acabaram não chegando a um acordo por um dos protagonistas da última Copa do Mundo: Foralin Balogun, atacante internacional da seleção dos Estados Unidos.
O clube de Merseyside foi um dos muitos, como Tottenham ou até mesmo o PSG, que apareceram como candidatos ao jogador, que, no entanto, não verá seu retorno à Premier League concretizado. Não se deve esquecer que ele vem da equipe reserva dos Gunners, da qual saiu em uma transferência de 40 milhões de euros em 2023.
E não só isso. Apesar de ter feito, no Principado, a sua melhor temporada como profissional na época passada (19 golos e 5 assistências em 43 jogos na temporada 2025-26), ele viu como o seu atual treinador, o ex-jogador do Atlético Filipe Luís, não o incluiu na lista oficial do AS Monaco para a fase de liga da Conference League.
Por que ele acabou ficando em Mônaco?
O mercado de transferências é incerto. O que parece claro pode dar errado bem no momento antes de uma assinatura ser feita. Basta um mau pressentimento e uma das partes pode desistir.
Algo semelhante pode ter acontecido com Balogun; pelo menos, é o que afirma o CEO do AS Monaco, Thiago Scuro, que, segundo o L"Équipe, diz que foi o próprio Folarin Balogun quem não quis assinar.
Como noticia o jornal francês, o Everton detetou um problema médico que exigia uma segunda opinião. Cinco minutos antes de fechar a janela de transferências, Scuro tinha assinado o contrato, e os Toffees também, mas no final foi o americano que não assinou, porque se sentiu desconfortável devido à desconfiança demonstrada pelo Everton nos exames médicos.
Apesar de tudo, e dada esta situação, que fez com que a equipa monegasca tenha atualmente um excesso de jogadores no ataque, também não se exclui uma mudança para uma equipa de ligas cujo mercado de transferências ainda está aberto.
A priori, o atacante não estará presente nesta sexta-feira contra o Paris Saint-Germain; resta ver o que acontecerá com ele no final.
Um dos protagonistas da Copa do Mundo
Se há um episódio que definiu o ano de Balogun, é sem dúvida a sua campanha na Copa do Mundo de 2026. O atacante foi uma das maiores revelações da equipe comandada por Mauricio Pochettino, e foi justamente na partida das oitavas de final contra a Bósnia e Herzegovina que ele se envolveu em um dos momentos mais comentados do torneio: após colocar os Estados Unidos à frente com um gol no primeiro tempo, Balogun recebeu cartão vermelho direto aos 64 minutos por uma entrada em Tarik Muharemović, da Bósnia, descrita como "jogo brusco grave" após revisão do VAR.
A parte incomum veio depois: a FIFA, em uma decisão sem precedentes que motivou uma declaração de protesto da UEFA ("cruzou uma linha vermelha", chegou a dizer o órgão europeu), aplicou o artigo 27 do seu código disciplinar para suspender a execução da sanção, deixando Balogun disponível para a partida das oitavas de final contra a Bélgica. A controvérsia escalou para a política, com o próprio presidente dos EUA, Donald Trump, reconhecendo que havia ligado pessoalmente para o presidente da FIFA, Gianni Infantino, para pedir uma revisão do caso.