Itália e o velho problema da liderança veterana
Enquanto diferentes nomes surgem para substituir Gabriele Gravina na presidência da FIGC, um grande problema fica evidente no futebol italiano.
Gravina apresentou sua renúncia ao cargo de presidente da Federação Italiana de Futebol após a terceira falha consecutiva em se classificar para uma Copa do Mundo.
Novas eleições serão realizadas em 22 de junho para definir seu substituto, encerrando um mandato que durava desde outubro de 2018, após a primeira derrota da Azzurra nos play-offs.

Zenica, Bósnia e Herzegovina, 31 de março: o ministro do Esporte da Itália, Andrea Abodi, o presidente do CONI, Luciano Buonfiglio, e o presidente da FIGC, Gabriele Gravina, antes do play-off eliminatório das Eliminatórias Europeias para a Copa do Mundo da FIFA 2026 entre Bósnia e Herzegovina e Itália, no Stadion Bilino Polje, em Zenica, Bósnia e Herzegovina. (Foto: Getty Images/Getty Images)
Gravina tem 72 anos e está ligado ao futebol italiano há várias décadas, tendo também presidido a Lega Pro entre 2015 e 2018.
Ele substituiu Carlo Tavecchio, que morreu em janeiro de 2023, aos 79 anos.
O presidente da Associação Italiana de Treinadores (AIAC), Renzo Ulivieri, admitiu que queria Gravina no comando, aos 85 anos recém-completados.
O favorito para assumir a presidência da FIGC é Giovanni Malagò, de 67 anos, presidente do CONI (Comitê Olímpico Italiano) desde 2013.

MILÃO, ITÁLIA – 1º DE DEZEMBRO: Giancarlo Abete, ex-presidente da FIGC, chega ao Gran Galà del Calcio AIC 2025, em 1º de dezembro de 2025, em Milão, Itália. (Foto: Sara Cavallini/Getty Images)
Outra opção provável é o atual presidente da Lega Nazionale Dilettanti (Liga Amadora), Giancarlo Abete, que completará 76 anos em agosto.
A lenda italiana Gianni Rivera anunciou hoje sua candidatura à presidência da FIGC, aos 82 anos.