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João Pinheiro explica a expulsão polêmica de Embolo e seu confronto com Messi na Copa do Mundo

O árbitro português analisou as quartas de final entre Argentina e Suíça e argumentou que conversas tensas com os jogadores fazem parte do jogo.

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João Pinheiro quebrou o silêncio após o Mundial. O árbitro português, responsável por apitar o jogo dos quartos de final entre Argentina e Suíça, analisou numa entrevista ao Canal 11 alguns dos incidentes que marcaram um encontro rodeado de polémica.

Um deles foi a expulsão de Embolo por segundo cartão amarelo. Pinheiro explicou que, inicialmente, a equipa de arbitragem interpretou que o jogador argentino havia cometido uma infração merecedora de advertência. No entanto, a revisão da jogada mostrou que não houve falta e que o adversário simulou o contato.

"Vimos que não houve infração e que foi uma simulação. Como era o segundo cartão amarelo, resultou em expulsão. Se tivesse sido o primeiro, a decisão teria sido exatamente a mesma", disse o árbitro, que avaliou positivamente as mudanças introduzidas pela FIFA para corrigir esse tipo de ação.

Vimos que não houve falta e que foi simulação. Como era o segundo cartão amarelo, resultou em expulsão.

O diálogo tenso com Messi

A partida também deixou uma discussão entre Pinheiro e Lionel Messi. As câmeras flagraram o capitão argentino pedindo ao árbitro que falasse com ele adequadamente e não o desrespeitasse.

O português minimizou o episódio e garantiu que não se tratava de uma situação excecional. "O Messi levantou algumas questões comigo, como outros jogadores também fizeram. Os capitães falam mais com os árbitros, e as novas regras permitem esse diálogo", explicou.

Pinheiro acredita que o nome do argentino amplificou uma troca de palavras rotineira em campo. "Por ser o Messi, ganhou mais visibilidade, mas isso acontece com muitos jogadores de futebol. Quando é o Messi ou o Cristiano Ronaldo, essas situações são vistas de forma diferente", destacou.

Quando se trata de Messi ou Cristiano Ronaldo, essas situações são vistas de forma diferente.

Longe de considerar essas conversas prejudiciais, o árbitro acredita que elas podem ajudar a controlar as partidas sem recorrer constantemente aos cartões. "São diálogos saudáveis. Não precisamos advertir por tudo. Ele pode ter interpretado mal algo que fiz, conversamos, nos entendemos e seguimos em frente", acrescentou.

Não precisamos ter cautela com tudo

O árbitro recordou com emoção a sua participação no Mundial, que trouxe de volta uma equipa de arbitragem portuguesa à fase final doze anos depois. Pinheiro agradeceu especialmente o apoio do presidente da Federação Portuguesa, Pedro Proença, que acompanhou os árbitros durante todo o torneio: "Não há palavras para descrever um Mundial. Só se compreende a sua magnitude quando se vive na pele", concluiu.

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