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Salário de Lionel Messi em Miami expõe a grande diferença em relação às estrelas da NBA, NFL e MLB

O cenário esportivo dos Estados Unidos se prepara para uma mudança sísmica. Neste sábado, 21 de fevereiro, a MLS inicia a temporada com uma rodada de 13 jogos, incluindo os atuais campeões, o Inter Miami, liderado pelo incomparável Lionel Messi, em confronto com a estrela do LAFC, Son Heung-min.

Mas esta não é apenas mais uma temporada. A temporada de 2026 terá uma grande pausa de seis semanas, do fim de maio a meados de julho, para acomodar a Copa do Mundo da FIFA de 2026, realizada nos Estados Unidos, Canadá e México. Além disso, será o último ano do formato tradicional da liga, de primavera a outono. A partir de 2027-28, a MLS passará a se alinhar aos grandes campeonatos europeus, adotando um calendário de verão a primavera.

Como a folha salarial do Inter Miami se compara à dos gigantes

Desde que assinou sua nova renovação por três anos, Lionel Messi consolidou seu papel como o rosto do futebol na América do Norte. Ele é a peça central da grande inauguração da nova casa do Inter Miami, o Miami Freedom Park, com abertura prevista para abril.

De acordo com os dados mais recentes do Spotrac, Messi segue como o rei absoluto dos salários da MLS, com ganhos anuais impressionantes de US$ 20,4 milhões. Para efeito de comparação, seu rival na rodada de abertura, Son Heung-min, recebe US$ 11,2 milhões, enquanto Miguel Almirón, do Atlanta, completa o top três com US$ 7,9 milhões.

No entanto, fora das quatro linhas, o chamado "Efeito Messi" enfrenta um duro choque de realidade. Em comparação com as três grandes ligas do esporte americano — NBA, NFL e MLB —, o salário de Messi parece surpreendentemente modesto.

A enorme extensão de Jayson Tatum para 2025 tem média de US$ 62,8 milhões, Dak Prescott lidera a NFL com US$ 60 milhões, e o contrato histórico de Shohei Ohtani (embora fortemente diferido) chega a uma média de US$ 70 milhões.

Para entender de fato a diferença, basta observar em que posição Messi ficaria nessas outras hierarquias:

Há uma ironia intrigante: enquanto quatro dos cinco jogadores mais bem pagos da NBA passaram mais tempo no departamento médico do que em quadra no ano passado, e os maiores salários da NFL somam apenas 17-19 em playoffs (liderados pelas oito vitórias de Josh Allen), Messi segue empilhando troféus. Mesmo sendo o jogador mais bem pago da história da sua liga, ele é o negócio do século.

A verdadeira batalha fora de campo

Embora os números do salário-base contem uma história, a lista da Forbes de "Off-Field Earnings" para 2025 revela onde está o verdadeiro poder. Messi pode parecer "subvalorizado" em campo pelos padrões da NFL, mas sua marca global é outra realidade. Com um contrato vitalício com a Adidas e acordos milionários com PepsiCo e Mastercard, Messi arrecadou US$ 75 milhões apenas em patrocínios no ano passado.

Mesmo fora das competições, a disputa é acirrada. A lista de 2025 de ganhos fora de campo foi liderada por Stephen Curry e Shohei Ohtani, ambos com US$ 100 milhões arrecadados longe de suas modalidades. LeBron James veio logo atrás, com US$ 85 milhões, seguido por Messi em quarto lugar. Kevin Durant (US$ 50 milhões) completou o top 5.

Como era de se esperar, o peso-pesado financeiro indiscutível continua sendo Cristiano Ronaldo. Com ganhos totais de US$ 275 milhões em 2025, Ronaldo está em uma categoria à parte.

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