O veredicto do painel da Premier League sobre o Liverpool é risível e faz pouco caso do VAR.

Fazer pouco caso do VAR não é tão difícil nos dias de hoje. Mesmo nestes tempos chamados de modernos, que continuam a abraçar erros antigos, mas agora tradicionais.
Mas isso não impediu o painel da Premier League de esfregar o nariz de um sistema de VAR que continua a tolerar bem na lama. A decisão mais recente decretou que o Nottingham Forest não deveria ter recebido um pênalti em Liverpool após o desafio de Alisson sobre Neco Williams.
No entanto, o painel de 'Incidentes-Chave de Jogo' (KMI) da Liga insistiu que a decisão não atingia o limiar para uma intervenção do VAR. Assim, Michael Oliver estava correto em não enviar o árbitro Sam Barrott ao monitor à beira do campo.
A decisão ajudou o Forest a ficar 2-1 à frente antes de um empate tardio fazer o Liverpool salvar um ponto. O painel da KMI votou que Barrott não deveria ter marcado o pênalti, mas apoiou o resultado do VAR.
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Dizia: "O contato de Alisson foi inevitável como consequência do seu impulso ao tentar defender a bola. O contato feito não foi imprudente e ficou abaixo do limite para pênalti.
No entanto, a não intervenção do VAR foi apoiada por unanimidade, com base no facto de não se tratar de um erro claro e óbvio.
Já está confuso? Bem, aqui pode estar uma explicação simples para o enésimo incidente no futebol de elite que deixa uma mancha ridícula e duradoura na sua reputação atual.
O veredito é risível, porque essencialmente admite que não foi cometido apenas um erro, mas dois — e ainda assim quem os comete continua tendo razão. Vá entender.
Barrott errou ao marcar um pênalti em primeiro lugar. Depois, Oliver agravou o erro cometendo um dos seus, tendo decidido não enviar Barrott ao monitor para corrigir o seu erro original.
A Premier League deve acabar com o VAR? Dê a sua opinião na seção de comentários.

O que levanta a questão: se o VAR não pode ser usado para revisar ou corrigir erros potenciais, qual é o sentido dele em primeiro lugar? A resposta simples é: não há nenhum.
A introdução do critério de 'erro claro e óbvio', que por si só parece irónico, tornou-se o maior cancro da era do VAR. O VAR deveria existir para permitir que os árbitros tomassem decisões corretas.
Mas, de acordo com tudo o que foi dito acima, não pode ser usado quando os árbitros cometem erros considerados demasiado menores. Como custar três pontos ao Liverpool em Anfield, certo?
O incidente envolvendo Alisson e Williams é o tipo de cenário para o qual o VAR foi inventado para resolver. Em vez disso, ele fez com que ele próprio, os oficiais envolvidos e o futebol inglês parecessem ridículos.
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