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A Uefa não usará cartões vermelhos para jogadores que taparem a boca.

O equatoriano Piero Hincapié foi o segundo jogador a receber um cartão vermelho na Copa do Mundo por cobrir a boca durante um confronto.

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Jogadores que tapam a boca em confrontos com adversários não receberão cartão vermelho em competições da Uefa, foi confirmado nesta quinta-feira.

O órgão regulador do futebol europeu não adotará a opção de utilizar a lei na Liga dos Campeões, na Liga Europa e na Liga Conferência.

A questão dos jogadores taparem a boca ganhou destaque em fevereiro, quando o extremo do Benfica, Gianluca Prestianni, levantou a camisa enquanto falava com Vinicius Jr, do Real Madrid, durante um jogo da Liga dos Campeões.

O internacional argentino foi acusado de abuso racista e suspenso provisoriamente por uma partida. Após uma investigação da Uefa, Prestianni foi

considerado culpado de conduta homofóbica

e suspenso por seis partidas - três das quais foram suspensas.

A mudança na regra do cartão vermelho foi uma ideia do presidente da Fifa, Gianni Infantino, que queria

algo que teria "um efeito dissuasor"

na Copa do Mundo.

Era

aprovado pelo International Football Association Board (Ifab)

em abril.

O paraguaio Miguel Almirón estava

o primeiro jogador a ser expulso

no jogo de seu time na fase de grupos da Copa do Mundo contra a Turquia. O defensor do Arsenal, Piero Hincapié

então viu vermelho

na eliminação do Equador nas oitavas de final para os co-anfitriões México.

Ambos os jogadores foram expulsos após uma revisão do árbitro assistente de vídeo (VAR).

Apesar do incidente Prestianni ter ocorrido na sua própria competição principal, a Uefa decidiu não utilizar a opção de adesão de Infantino.

A Uefa afirmou que os árbitros devem avaliar as situações individualmente e considerar se um cartão amarelo deve ser mostrado caso seja "uma tentativa de ocultar a comunicação como um ato de comportamento antidesportivo".

Acrescentou: "Isto é obviamente sem prejuízo de qualquer investigação disciplinar ou procedimento que possa decorrer em consequência de, ou em conexão com, tal comportamento."

A mudança na lei tem sido controversa, pois apresenta a presunção de culpa em vez de inocência.

Houve preocupações de que pudesse ser usado para expulsar um adversário quando nada de abusivo foi dito.

Isso também causou confusão, com o inglês Jude Bellingham

não foi expulso ao cobrir a boca

em conversa com Jordan Ayew, de Gana, no jogo de grupo.

A Uefa, no entanto, exercerá a opção do VAR verificar cantos incorretos, com 22 invertidos para tiro de meta até agora na Copa do Mundo.

Mas não distribuirá cartões vermelhos a jogadores que saiam de campo em protesto contra uma decisão do árbitro — outra regra introduzida a critério do organizador da competição.

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