“Queremos ser…”: Michael Carrick alimenta crescentes dúvidas no Man United com admissão tática desconcertante

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Em 2022, Erik ten Hag foi perguntado como queria que sua equipe do Manchester United jogasse. Ele disse:
“Queremos jogar um futebol de estilo proativo. Somos corajosos e queremos ter a bola, dar opções uns aos outros. Mas também sem a bola, implementar o estilo de pressão é o que estamos a trabalhar juntos.”
Quando questionado com a mesma pergunta, o seu sucessor, Ruben Amorim, insistiu consistentemente em construir uma identidade, mantendo-se rigidamente fiel ao seu sistema 3-4-3 e exigindo que a sua equipa pressionasse e corresse "como cães loucos."
No entanto, apesar de ambos os treinadores aparentemente quererem que as suas equipas tivessem uma certa identidade, os adeptos e os analistas acabaram por acusá-los de erodir a identidade do United.
Exigência de um retorno ao jeito Manchester United
Por isso, fazia sentido apostar em Michael Carrick, um homem que compreendia o ADN do United: futebol rápido, entretido, ofensivo e agressivo, aliado a um profundo compromisso em desenvolver e promover jovens jogadores.
Portanto, quando os jornalistas perguntam a Carrick como a sua equipa deve jogar, os adeptos certamente esperam que ele fale de um futebol entretido, ofensivo e agressivo.
No entanto, numa entrevista recente à Sky Sports, Carrick fez algumas declarações interessantes e bastante evasivas sobre como ele realmente quer que a sua equipa jogue.
“Gosto bastante do facto de alguém não conseguir descobrir a identidade, para ser honesto, porque isso significa que és imprevisível,” disse Carrick.
“Então, do ponto de vista ofensivo, queremos ser imprevisíveis, sabe? Não queremos que consigam ler o que vamos fazer a seguir ou qual é a nossa principal força.
“Acho que se conseguirmos, se conseguirmos fazer um bom número de coisas bem, e pudermos atacar de diferentes áreas e de diferentes maneiras, para mim, prefiro ter uma equipa que faça isso.”
Carrick aumenta mais pressão sobre si mesmo
A maioria dos fãs ficará perplexa com essas admissões, e com razão.
Dada a pressão que Carrick já está sofrendo, com apenas uma vitória na liga em quatro jogos e uma eliminação precoce na Copa da Liga Inglesa, esta entrevista ofereceu a ele uma chance de vender suas ideias.
A esperança é tudo. Para Carrick, esta entrevista foi uma oportunidade de construir essa esperança: mostrar aos adeptos como ele, em última análise, quer que o United jogue, para que, mesmo que percam para o Fulham, possam ver que ele está a construir algo e avaliar até que ponto o processo já avançou.
No entanto, ao não explicar como quer que a sua equipa jogue, e ao oferecer aos adeptos apenas a promessa de ser “imprevisível,” Carrick acumula pressão extra desnecessária sobre si mesmo.
Como resultado, os fãs continuarão questionando se ele tem a perspicácia tática para transformar este time em uma equipe feroz, capaz de assustar os adversários.
