O pontapé de bicicleta de Rooney, o cabeceio fulminante de Hinchcliffe, a camisola de Balotelli – e o golo dramático de Owen nos instantes finais: Os maiores momentos da história do dérbi de Manchester, enquanto a equipa de Enzo Maresca se prepara para o e
O United recebe o Manchester City no domingo no 199º dérbi de Manchester — 135 anos depois do primeiro confronto entre os clubes, lá em 1891.
Com ambas as equipas a esperar acrescentar mais um capítulo memorável a uma das rivalidades mais lendárias do futebol inglês, aqui, os escritores do Daily Mail Sport recordam os seus momentos favoritos até agora...
Eu estava no Platt Lane End em Maine Road com os adeptos do United quando a equipa de Sir Alex Ferguson foi lá a 23 de setembro de 1989. Poucos esperavam que o City ganhasse, mas eles golearam o United por 5-1.
O que mais me lembro foi a sensação de choque pela dimensão da vitória. O lateral-esquerdo do City, Andy Hinchcliffe, marcou o quinto bem diante de nós, um cabeceio certeiro de um cruzamento de David White, ainda o melhor gol que já vi em um dérbi de Manchester.
OLIVER HOLT
Andy Hinchcliffe celebra o seu golo na vitória do City por 5-1 em 1989, ao lado de Ian Brightwell (esquerda) e Paul Lake (direita)

O gol da vitória de Michael Owen na vitória do Manchester United por 4 a 3 em 2009. Pela própria admissão de Owen, sua carreira já estava em declínio nessa fase. Este foi, então, um raro vislumbre do talento supremo que ele havia sido 10 anos antes, e ele o apresentou no maior palco. O passe de Ryan Giggs para deixá-lo livre também foi um lembrete de sua classe, aos 35 anos de idade.
CRAIG HOPE
Vou com o dérbi de Manchester em Old Trafford em 2009. Um jogo emocionante com sete golos, que foi todo sobre os avançados. Wayne Rooney marcou aos dois minutos. Carlos Tevez, assobiado a cada toque na bola, foi o arquiteto do golo do empate de Gareth Barry. Craig Bellamy marcou um golaço para fazer o 2-2, e depois castigou Rio Ferdinand com o seu segundo golo e o terceiro do City. Depois veio um dos golos mais icónicos da história dos dérbis de Manchester… marcado por Michael Owen.
NATHAN SALT
Domingo, 20 de setembro de 2009, foi notável principalmente porque era o fim de semana do meu 40º aniversário, mas também houve uma partida de futebol emocionante em Old Trafford naquele dia.
O Manchester City estava há apenas um ano sob a posse de Abu Dhabi, mas já fazia sentir a sua presença, e em nenhum lugar esse barulho era ouvido mais do que do outro lado da cidade.
Mark Hughes trouxe a sua equipa renovada ao lugar que outrora chamou de casa e deu ao United o susto das suas vidas. Rio Ferdinand, em particular, nunca esquecerá o dia em que Craig Bellamy o levou à escola com dois golos.
Mas com um thriller empatado em 3-3 aos seis minutos dos acréscimos, Ryan Giggs encontrou Michael Owen com um passe que foi controlado com um toque perfeito e finalizado com outro. Por um dia, pelo menos, o Stretford End tinha um novo e improvável herói.
E eu me atrasei para a minha própria festa.
IAN LADYMAN
Michael Owen mantém a calma e toca a bola por entre as pernas de Shay Given nos acréscimos, em 2009

A pinta de leite usada como projétil durante uma confusão no túnel de Old Trafford após o dérbi em dezembro de 2017 será difícil de superar. Apontada a José Mourinho, mas espalhando-se sobre outro membro da equipa do United, o culpado nunca foi encontrado nem repreendido. Mourinho tinha ficado irritado com as celebrações do City fora do balneário deles, e foi a partir daí que tudo começou.
JACK GAUGHAN
A camiseta 'Why Always Me?' de Mario Balotelli durante a vitória do City por 6 a 1 em Old Trafford em 2011. Dava para escrever um livro sobre Balotelli no City e ele cometeu um monte de erros, mas sinto falta da sua presença imprevisível e sem filtros na Premier League de hoje.
TOM COLLOMOSSE
A camiseta 'Why Always Me?' de Mario Balotelli era típica de sua natureza imprevisível

Wayne Rooney. O pontapé de bicicleta. 2011. Eu não estava lá, mas todos nós nos lembramos disso. Mais fácil de esquecer com o tempo era o contexto – isto foi alguns meses depois de Rooney ter dito que queria sair. Não só isso, ele estava a considerar a ideia de mudar-se para o City. Hooligans com balaclavas foram à casa dele para partilhar alguns sentimentos sobre a situação. Este golo foi o remate final mais perfeito que se podia imaginar para aquela saga. Não importa que tenha saído da canela dele.
RIATH AL-SAMARRAI
O esforço acrobático de Wayne Rooney em 2011 foi o escolhido por Riath Al-Samarrai

O pontapé de bicicleta de Wayne Rooney? O gol de última hora de Michael Owen? Para mim, é o gol de Kobbie Mainoo na final da Copa da Inglaterra de 2024. Os torcedores do United voltaram a Wembley temendo uma repetição da derrota do clube para o City um ano antes, mas uma atuação vibrante foi resumida pela jogada que terminou com Bruno Fernandes servindo habilmente Mainoo para marcar.
CHRIS WHEELER
Entrevistei Vincent Kompany em 2023 e passei a conversa a pensar em como aquela testa, sozinha, ganhou o Derby para o City em 2012. Lembro-me do golo como se fosse ontem, a ver na sala do meu amigo Alex (ele é adepto do United). Foi um golo que definiu os 15 anos seguintes e quase tão importante como o de Sergio Agüero contra o QPR algumas semanas depois. Se não fosse por isso, não haveria o "momento Agüero" e quem sabe quantos títulos o City viria a ganhar.
LEWIS STEELE
O gol de cabeça de Vincent Kompany em 2012 garantiu efetivamente que o City tiraria o título do United.
